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Posts Tagged ‘lygia fagundes telles’

Nascemos todos os dias, quando nasce o Sol.
Começa hoje mesmo a vida que te resta.

.Lygia Fagundes Telles

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Em seu estado puro, o senso de humor não é negro nem vermelho nem azul, mas tem as sete cores do arco-íris numa faixa só.

.Lygia Fagundes Telles

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Hoje amanheci tão bem! Como se durante a noite tivesse vindo uma fada, uma dessas fadas das histórias antigas, fadinha boa com sua varinha de condão, não sofra mais querida, disse tocando com a varinha a minha cabeça, não sofra mais, ficou repetindo, e nessa hora acordei e me senti diferente.
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.Lygia Fagundes Telles

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Via agora que jamais poderia se libertar das suas antigas faces, impossível negá-las porque tinha qualquer coisa de comum que permanecia no fundo de cada uma delas, qualquer coisa que era como uma misteriosa unidade ligando uma às outras, sucessivamente, até chegar à face atual. Mil vezes já tentara romper o fio, mas embora os elos fossem diferentes, havia neles uma relação indestrutível. E o fio ia encompridando cada dia que passava, acrescido a cada instante de mais uma parcela de vida. Chegava a senti-lo dando voltas e mais voltas em torno de seu corpo numa sequência sem começo nem fim.

. Lygia Fagundes Telles.

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https://i2.wp.com/2.bp.blogspot.com/_lqJuHcPS-fY/SqcOqy75bmI/AAAAAAAAAko/F3NoTZ-AmWU/s320/AA023601-1.jpg

Ah, se eu pudesse me arrumar por dentro, tudo calminho nas gavetas.

.Lygia Fagundes Telles

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-Você sabia, Nô? Algumas estrelas são leves assim como o ar, a gente pode carrega-las numa maleta. Uma bagagem de estrelas. Já pensou no espanto do homem que fosse roubar essa maleta? Ficaria para sempre com as mãos cintilantes, mas tão cintilantes que não poderia mais tirar as luvas.

.Lygia Fagundes Telles

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– E agora? O que acontece quando não se tem mais nada com o amor?
– Sopra o vento e a gente vira outra coisa.
– Que coisa?
– Sei lá. Não quero é voltar a ser gente, eu teria que conviver com as pessoas – ele murmurou. – Queria ser um passarinho, vi um dia um passarinho bem de perto e achei que devia ser simples a vida de um passarinho de penas azuis, os olhinhos lustrosos. Acho que queria ser aquele passarinho.
– Nunca me teria como companheira, nunca. Gosto de mel, acho que quero ser borboleta. É fácil a vida de borboleta?
– E curta.

.Lygia Fagundes Telles

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